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1939

A ideia de criar uma instituição de Ensino Médico no Estado do Ceará começou a tomar corpo em 1939, quando o Prof. Antônio Austregésilo, grande nome da Medicina nacional esteve em Fortaleza, tendo sido hóspede do Dr. Jurandyr Marães Picanço, seu antigo e querido aluno.

1947

Em 09 de junho de 1947 na residência de Jurandyr Picanço aconteceu uma grande reunião onde foi eleita a primeira diretoria da sociedade:

César Cals de Oliveira – Presidente de Honra

Jurandir Marães Picanço – Presidente

Antônio Jorge de Queiroz Jucá – 1º Secretário

Alber Furtado de Vasconcelos – 2º Secretário

Eliezer Sudart da Fonseca – Tesoureiro

1948

Com o apoio dos médicos e dos governos do Estado e do País, a semente da nossa Faculdade foi plantada em 13 de abril de 1948, quando o então Presidente General Dutra, e o Ministro da Educação Clemente Mariani, assinaram o Decreto que dava ao Ceará o privilégio de ter um curso médico. Foi criado assim o Instituto de Ensino Médico do Ceará.

1951

Após três anos de funcionamento em 27 de março de 1951, foi divulgado o Decreto nº 29.397, no qual o Presidente Getúlio Dornelles Vargas e o Ministro da Educação Simões Filho reconheciam o nosso curso de Medicina que passou a se chamar Faculdade de Medicina do Ceará.

1954

Em 1954, o Prefeito Paulo Cabral de Araújo transformou, de bem público em bem patrimonial, a área que mais tarde viria a ser o nosso campus limitando-o:

Ao norte – Rua Alexandre Baraúna;

Ao sul – Rua Prof. Costa Mendes;

Ao leste – Rua Capitão Francisco Pedro;

Ao oeste – Rua Papi Júnior.

1958

Em 1958, no prédio que seria o Hospital do Câncer, cujas obras não tiveram a continuidade desejada, os professores Haroldo Juaçaba e Newton Gonçalves e Paulo Machado resolveram adaptar o que já havia sido construído para receber as Clinicas Cirúrgicas.

1959

Em 1959, numa tarde de sábado, o Presidente Juscelino Kubitschek inaugurou o Hospital das Clínicas. Esse era o grande sonho de todos nós, um hospital que, embora modesto, tinha os recursos exigidos para o bom desempenho do ensino. Iniciamos aí uma nova fase em nossas vidas.

Porangabuçu – o novo reduto

Em 1958, no prédio que seria o Hospital do Câncer, cujas obras não tiveram a continuidade desejada, os professores Haroldo Juaçaba e Newton Gonçalves e Paulo Machado resolveram adaptar o que já havia sido construído para receber as Clinicas Cirúrgicas. Nessa época começou a funcionar o Hospital de Cirurgia, com a Clínica Propedêutica Cirúrgica e a 3ª Clínica.
Posteriormente, o Professor Paulo Machado trouxe a 2ª Clínica Cirúrgica para o Porangabuçu e, apenas a 1ª Clínica, cujo Catedrático era o professor Ossian de Aguiar, continuou na Casa de Saúde São Pedro.
A Urologia e a Tisiologia permaneceram na Santa Casa e a Traumato-Ortopedia ficou na Assistência Municipal, hoje Instituto Dr. José Frota.

Hospital Universitário Walter Cantídio

Em 1959, numa tarde de sábado, o Presidente Juscelino Kubitschek inaugurou o Hospital das Clínicas. Esse era o grande sonho de todos nós, um hospital que, embora modesto, tinha os recursos exigidos para o bom desempenho do ensino. Iniciamos aí uma nova fase em nossas vidas. A estrutura do Internato estava então montada e a 1ª turma, da qual fizemos parte, iniciou os seus trabalhos em 1962, respaldada pela criação da Residência Médica, que até hoje vem pontilhando a formação de médicos generalistas e especialistas que inundam o cenário médico nacional e internacional de grandes apóstolos da profissão.

Era um ciclo de ouro da Faculdade de Medicina que durou até 1973, quando o regime totalitário implantado no país em 1964 forçou uma reforma universitária tornando a Faculdade de Medicina um curso do Centro de Ciências da Saúde, sendo a matrícula dos estudantes feitas por disciplina, tendo os gerentes do regime conseguido o objetivo: acabar com a enturmação, período negro para a vida acadêmica.

Nunca concordamos com essa mudança e passada a revolta dos primeiros momentos, e com a lucidez restabelecida, nos insurgimos contra esta usurpação da nossa entidade. Enfrentamos uma longa batalha, que durou 20 anos, para recuperarmos o nosso “status” de Faculdade, o que conseguimos em maio de 1998 quando completávamos 50 anos de fundação. O então Reitor Roberto Cláudio da Frota Ribeiro e o Senador Lúcio Gonçalo de Alcântara deram guarida as nossas pretensões, ambos contribuindo grandemente para que lográssemos êxito nesta luta.
 

O retorno à Faculdade de Medicina deu um novo alento a todos nós e foi o presente do cinquentenário da nossa Faculdade. Nesse tempo já fazia presente a necessidade de expandirmos a Faculdade de Medicina para o interior do Estado, desejo concretizado no ano de 2000 com a criação dos cursos de Sobral e Barbalha. Aqui depositamos nossos agradecimentos aos então prefeitos desses municípios, em Sobral Dr. Cid Ferreira Gomes, ex-governador do Estado do Ceará, e Edmundo de Sá Filho, em Barbalha.

Vale salientar que esses novos cursos já formaram várias turmas de jovens médicos, todos com excelente desempenho profissional. Atualmente a larga visão do Magnífico Reitor Prof. Henry de Holanda Campos, tem permitido grandes melhorias estruturais nos Cursos de Medicina da UFC, com reformas do complexo hospitalar, salas de aulas e laboratórios. Não podemos deixar de lembrar também a reposição do quadro de professores, o que tem minimizado as carências dos nossos cursos. 

Faculdade de Medicina Sobral

Ao lado do Prof. Henry, está o nosso brilhante Prof. Custódio Luís Silva de Almeida, Vice-reitor que não mede esforços para que sejam implantadas as melhorias que nos são necessárias. A Faculdade de Medicina completa 70 anos tendo na sua direção a Profª. Drª Valéria Goes Ferreira Pinheiro, incansável lutadora, que tem como Vice-diretor o Prof. Dr. Francisco das Chagas Medeiros. A Coordenação de Graduação exercida pelo Prof. Dr. Manoel Oliveira Filho, tendo ao seu lado a Profª Drª. Elcineide Soares de Castro e no Núcleo de Desenvolvimento de Educação Médica – NUDEM, a Professora Doutora Maria Neile Torres de Araújo. Nosso apreço pelo Centro Acadêmico XII de Maio que é a força jovem aliada e necessária no permanente cuidado pela busca da qualidade e manutenção da democracia no âmbito universitário.